quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ad infinitum

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O infinito é sempre. Eu tenho um monte de infinitos. Sempre esperar, sempre querer, sempre desejar, sempre sonhar; sempre tentar, sempre. Sem precisar eu espero, eu quero, desejo, sonho; sem pressa também.
E assim as coisas se andam, sem preocupação. Não bom, comumente; e se faz alguma coisa? Até se faz, mas sem pretensão.
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Rita Candice e a negra Norma
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(...) Mais conhecida por exalar uma virgindade santa através dos olhos amendoados, e talvez diria-se que fosse aquela espécie de Vesúvio divino, do que pelo ardor secreto que trazia escondido no ventre, Rita Candice teve a ousadia, ao admirar as mãos fortes e negras da escrava, de perder-se em meio a pensamentos despudorados, repletos de caminhos irracionais inimagináveis, outrora muitíssimo bem cuidados com óleos à base de cânfora e banhos aromáticos matinais. De modo que bastou a Norma perder de vista o caldo de cabeça de galo e pousar os olhos sobre o desejo reprimido de Rita para perceber, com satisfação de puro-sangue, que a moça escondia, sob as vestes cor de céu, uma intensidade amadora e uma vontade que seriam suficientes para satisfazer toda uma manada de zebus endiabrados pelo odor virginal da menina.
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Trecho de um início de conto, desses ad infinitum que sempre esperam para serem concluídos, e só Zeus sabe quando há de ser.
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Um comentário:

Michel disse...

massa esse post, kd meu conto?
vamo trabalhar!
abraço