segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Quais são as cores e as coisas pra te prender?

Constatação número 3
Eu sou uma

f.r.a.u.d.e.




Amor

Que, para mim, vale tanto quanto para Florentino Ariza, que anotou cuidadosamente seus seiscentos e cinquenta e dois casos amorosos num caderno, e nunca entrou pela porta da frente; tanto quanto para o Professor, que nunca deixou de pagar por uma ou mais noites de amor; ou talvez para meu mim mesmo, que foi capaz de levar um balaço na espinha por uma noite de amor, que reverberou para sempre até o fim dos dias numa cadeira de rodas.




Junho

O frio, talvez. Um novo começo, e começar de novo me faz tão bem quanto deixar para trás o que definitivamente já terminou; e talvez até o que também nem começou, por quê não?




Imagin-ação
"Você tão linda, mas tua beleza também pode se enganar".

E ela estava linda como eu supus que fosse estar. Cheirava a uns tantos de perfumes indecifráveis da noite, do jardim de quando a gente passa na rua e não identifica onde se cheira tão bem. E éramos nós dois peças desencaixadas num tabuleiro errado; fora de contexto. Nosso ao redor devia ter sido outro. Meu eu para você deveria ter sido outro, e eu não culpo ninguém. Mas eu sou uma fraude. E desafinei. Só que você com sua música esqueceu do principal: que no peito dos desafinados, no fundo do peito, também bate calado um coração.




Agenor

"Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo que você quer
Pra me transformar no que te agrada."




Não.

3 comentários:

paulo henrique disse...

ei, eu tbm sou uma f.r.a.u.d.e.? /sick
EU QUERO SER UMA F.R.A.U.D.E.!! \o/

lau disse...

Vc parece Dina Melo dizendo que é uma fraude. Quem é esse tal fraude? Aquele cabra que usa um saião? Dom Aldo é um santo fraude?
Se perturba não, bichim. Quando bate o destempero, pouco importam as palavras. Até mesmo as que rimam com autofagia, como... como gia mermo. A vida é pródiga em diluir a evolução do pensamento nos momentos que a poesia não se decide entre o cu e o coração. E quem estava perturbado, com cerveja... digo, com certeza, era mim, cara pálida. rsrsrs
abraços lunares...

lau disse...

E quanto ao teu bologui, está credenciado para uma publicação nas melhores casas do ramo... do galho, também. Ou seriam as falhas das folhas da relva? Excelentes todos os textos! fico a pensar que caralho é poesia... isso aqui me parece prosa, micro-conto. adoro tudo mini, mini-saia, principalmente... mas, cacete, é tudo tão cheio de poesia que eu prefiro pensar que a poesia é mesmo essa coisa saída do espanto de quem descobre a memória que fica do vôo, tamanha a beleza do pássaro.